A AMD confirmou que o FSR 4.1, upscaling com aceleração por machine learning, chegou oficialmente às placas Radeon RX 7000, com suporte já disponível em mais de 300 jogos através do driver Adrenalin Edition 26.6.2. Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente-geral de Computação e Gráficos da AMD, anunciou a novidade destacando testes em centenas de configurações de PC e centenas de jogos pra garantir que a imagem final ficasse nítida o suficiente.
O detalhe que mais chama atenção é técnico. RDNA 4, arquitetura das placas mais recentes, tem aceleradores de IA dedicados com suporte nativo ao formato FP8 usado pelos modelos de machine learning do FSR 4. Já RDNA 3 e RDNA 2 dependem de aceleradores baseados em inteiros INT8, o que exigiu um esforço de engenharia real pra portar o FSR 4.1 pra essas unidades mais antigas. Não é força de vontade que resolve esse tipo de gargalo, é trabalho de baixo nível reescrevendo como o modelo roda em hardware que não foi desenhado pra isso.
Vale lembrar que esse suporte ampliado só veio depois de reclamação pública de quem comprou placas RDNA 3 recentemente e viu a AMD tratar o upscaling de ponta como exclusividade da nova geração. RDNA 2, incluindo a RX 6000 e APUs relacionadas, ainda vai esperar até 2027 pra receber a mesma atualização, o que deixa claro que a prioridade de engenharia seguiu uma ordem de mercado, não só uma ordem técnica.
O pano de fundo dessa corrida é a distância que a Nvidia consolidou com o DLSS 5, que segue como referência do setor em qualidade de imagem. Reduzir essa distância em hardware mais antigo é a única forma realista da AMD segurar quem já tem uma RX 7000 na mesa e está pensando em migrar pra Nvidia só por causa do upscaling. Vale acompanhar se essa pressão vai forçar Nvidia a acelerar o próprio cronograma de suporte a placas mais antigas.