A BlizzCon vai voltar a acontecer ao vivo. Nos dias 12 e 13 de setembro, um sábado e um domingo, a Blizzard reúne o público no Anaheim Convention Center, na Califórnia, na primeira edição presencial do evento desde 2019. Nos anos entre uma coisa e outra, a BlizzCon foi cancelada, virou transmissão online e ficou parada.
A volta é em tamanho grande. O evento ocupa o centro de convenções inteiro, com quase 170 mil metros quadrados, a Darkmoon Faire volta na maior versão de sempre e a March of the Murlocs, aquela parada de gente fantasiada de murloc, deve passar de 4 mil participantes. O palco principal muda para o Hall D, com 7,5 mil lugares.
Para quem não vai estar lá, a cerimônia de abertura e os painéis principais têm transmissão gratuita. É onde a Blizzard costuma soltar o que interessa, novidade de World of Warcraft, Diablo, Overwatch e, quando dá sorte, algum aceno para StarCraft.
O que me chama atenção é o timing. A BlizzCon volta num momento em que a gamescom fechou o espaço todo para negócio, a E3 morreu de vez e a maioria das empresas troca feira por vídeo gravado no YouTube. A Blizzard, agora dentro da Microsoft, está apostando o contrário, que ainda vale juntar dezenas de milhares de pessoas num prédio para ver anúncio ao vivo.
Vale ligar isso ao movimento que a gente viu na Ásia, quando o Tokyo Game Show 2026 ganhou um terceiro dia aberto ao público. Tem uma parte da indústria redescobrindo o valor do contato direto com o fã.
Se a BlizzCon lotar, outras publishers grandes vão olhar para ela como modelo de novo. Dá para medir isso pelos anúncios, e também pela fila do lado de fora.