Pompeii: Out of Time tenta responder a uma pergunta que historiadores repetem há séculos, se alguém poderia ter sobrevivido ao último dia de Pompeia. A série da National Geographic, disponível no Disney+, alterna entrevistas com especialistas e reconstituições dramatizadas, e é nessas reconstituições que entra a Vine FX, que assinou os efeitos visuais como fornecedora principal.
O breakdown, publicado no canal do estúdio e destacado pela CG Channel em 14 de outubro, mostra o processo camada por camada. Primeiro vêm o Vesúvio e a cidade reconstruídos em 3D, com ruas, casas e o relevo ao redor. Depois entram as simulações da erupção, com rocha derretida, pedra-pomes e cinza quente caindo sobre Pompeia, o campo vizinho e a Baía de Nápoles. Os créditos do projeto citam o supervisor de efeitos visuais Ben Hicks e o supervisor de CG Tim Kilgour à frente da equipe.
Para quem estuda efeitos visuais, o vídeo é uma aula prática de como montar um plano de desastre em etapas. A técnica envolve simulação de partículas e volumes, extensão de cenário, rastreamento de câmera e composição, cada uma resolvendo um pedaço do quadro. Num plano desses, a cinza que cobre o céu costuma ser volume, as pedras que caem são partículas com colisão, e a cidade ao fundo é extensão de cenário somada ao que foi filmado.
Esse tipo de trabalho costuma ficar à sombra dos blockbusters, mas sustenta muitos estúdios médios. Documentários e docudramas usam bastante reconstrução digital para mostrar o que nenhuma câmera registrou, e os estúdios médios ocupam esse espaço. Foi o caso também de Heart of the Beast, em que o VFX criou o cão e os lobos do filme, com uma escala bem menor que a de uma franquia e o mesmo nível de exigência técnica.
O vídeo tem poucos minutos e está no canal da Vine FX no YouTube. Eu recomendo assistir pausando nas transições entre o plano cru e o final, porque é ali que fica claro quanto de Pompeia existe de verdade na imagem e quanto foi construído no computador.