A Makers Fund, uma das gestoras de investimento mais ativas em games, fechou o quarto fundo dela, o Fund IV, com 250 milhões de dólares. Com isso, o total sob gestão da firma passa de 1,5 bilhão de dólares. O dinheiro vai para estúdios construindo a próxima geração de jogos e entretenimento interativo, segundo o comunicado.

O timing é o que chama atenção. A captação de startups de games caiu para o pior nível em uma década neste ano, com estúdio pequeno tendo dificuldade de fechar rodada. E, ao mesmo tempo, um fundo grande consegue levantar mais um quarto de bilhão para investir no setor. As duas coisas descrevem o mesmo mercado.

Quando o dinheiro fica escasso, quem já tem histórico de acerto leva vantagem. Fundo estabelecido ainda atrai capital de investidor institucional que quer exposição a games sem apostar direto num estúdio. A Makers, por exemplo, foi a primeira investidora e maior acionista da Dream Games, a produtora de Royal Match, comprada recentemente por cerca de 5 bilhões de dólares. Track record desse tamanho abre porta que estúdio sem nome não tem.

Para o desenvolvedor brasileiro que sonha em levantar investimento, o quadro não mudou muito. O capital seguiu existindo, só que mais seletivo e mais concentrado em quem já provou algo. Um fundo com 250 milhões de dólares novos no bolso vai poder escolher onde colocar cada cheque com ainda mais calma, e a régua para quem não tem histórico continua alta.