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Morrowind Remaster, veterano da Bethesda joga água fria

31 de jan, 2026 por Redação MaxRender
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A conversa reacendeu uma velha chama, trazer The Elder Scrolls III, Morrowind, de volta em versão moderna. Só que, na visão de um designer veterano do estúdio, o caminho não é tão simples, nem necessariamente desejável. E as razões vão além da nostalgia.

Em entrevista recente, Bruce Nesmith, ex-líder de design de Skyrim, avaliou que Morrowind é o “ponto mais distante” da série para onde ainda faria sentido retornar. Mesmo assim, ele questiona se valeria a pena, preferindo revisitar Vvardenfell com uma nova história em vez de um remaster tradicional. Para jogos ainda mais antigos, como Arena e Daggerfall, a leitura dele é ainda mais dura, material insuficiente para um produto moderno sem reimaginação profunda.

A crítica não é só de forma, é de função. Parte da jogabilidade de Morrowind envelheceu aos olhos do público atual, e modernizar sistemas sem ferir o DNA é uma equação ingrata. Entre a pureza do clássico e a expectativa contemporânea por ritmo, acessibilidade e feedback imediato, qualquer “polimento” corre o risco de limar o que tornava o jogo especial.

Mas o que isso significa, na prática?

Se você sonha com um “remaster à la Oblivion”, pé no chão. O cenário mais plausível, caso a Bethesda volte a Vvardenfell, seria um projeto refeito do zero em motor atual, ou, mais interessante, um novo jogo ambientado ali, um soft reboot que mantenha ícones como Vivec e o “palácio caranguejo”, mas reprojete sistemas, progressão e cadência de combate.

Também pesa o fator oportunidade, a Bethesda Game Studios está concentrada em The Elder Scrolls VI. Reabrir Morrowind exigiria equipe, orçamento e, principalmente, um propósito editorial claro. Trazer o clássico apenas com filtros HD não basta, é preciso responder, para quem esse “novo Morrowind” existiria hoje.

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