A Supercell, a finlandesa dona de Clash of Clans, Clash Royale e Brawl Stars, vai comprar a Metacore, outra empresa finlandesa, conhecida pelo Merge Mansion, aquele jogo de combinar objetos com a campanha de anúncio cheia de mistério sobre o que a vovó Ursula esconde, papel que a atriz Kathy Bates faz nos comerciais. O negócio foi anunciado em maio e deve ser fechado até o fim de setembro. Nenhum dos dois lados revelou valores.

O que torna isso incomum é o histórico da Supercell. A empresa sempre trabalhou com times pequenos e ficou famosa por matar os próprios projetos antes do lançamento quando eles não passavam nos testes internos. Comprar um estúdio de fora, com um jogo já rodando e faturando, foge bastante desse manual.

O CEO da Metacore, Mika Tammenkoski
O CEO da Metacore, Mika Tammenkoski

Para a Metacore, faz sentido. O Merge Mansion é um sucesso de público, mas o gênero de merge é disputado e caro de manter, entre produção de conteúdo e mídia paga. Entrar para o guarda-chuva da Supercell dá fôlego financeiro e acesso a uma máquina de live ops que poucas empresas de mobile têm.

No fundo isso é mais um capítulo da mesma história que a gente vem acompanhando no mercado. Com o dinheiro de investimento em games no menor nível de uma década, quem tem caixa está comprando estúdio pronto em vez de bancar projeto novo. A Supercell, controlada pela Tencent, tem caixa de sobra.

Equipe da Supercell
Equipe Supercell

Depois que a compra fechar, o que importa é ver como a Supercell trata o Merge Mansion. Se deixar a Metacore com autonomia, será um sinal para o resto do mobile de que dá para ser comprado sem perder a identidade.